O contingenciamento do orçamento da União e a pressão dos órgãos que já esgotaram suas dotações para pagar a folha de pessoal este mês, obrigou o governo a recorrer, pela primeira vez neste ano, ao resultado das aplicações das disponibilidades do Tesouro Nacional no Banco Central para financiar despesas. Até agora, esses recursos eram aplicados exclusivamente no resgate de títulos da dívida pública. Com a nova orientação, o ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, pediu autorização ao Congresso Nacional para que, do total apurado de Cr$4,6 trilhões das remunerações do Tesouro, cerca de Cr$540 bilhões sejam empregados no pagamento de pessoal, deixando de constituir receita para reforçar o superávit de caixa do Tesouro (O ESP).