SUCESSO DA RIO-92 DEPENDE DOS RICOS

Os países desenvolvidos estão diante de uma nova bipolaridade, não mais
43957 a divisão ideológica entre o Ocidente e o Leste mas a separação
43957 econômica entre o Norte e o Sul. Novos investimentos em países carentes
43957 de recursos seriam vantajosos para todos, porque custa muito menos às
43957 nações industrializadas garantir um padrão mínimo de sobrevivência aos
43957 povos menos favorecidos do que enfrentar massas de imigrantes em sua
43957 própria casa. Esse argumento, além da resposta do governo brasileiro à preocupação demonstrada pelos políticos italianos com a preservação ambiental e a superação de problemas como a fome e as crianças abandonadas, centrada na Rio-92, formou até agora o discurso do presidente Fernando Collor em sua visita oficial à Itália, que termina hoje. Collor tem dito a autoridades e políticos italianos que a Rio-92 poderá ser um "sucesso estrondoso ou um fracasso absoluto" dependendo da participação dos países ricos. Segundo o presidente, será sucesso se todos decidirem aprofundá-la, enfrentando uma discussão sócio-política, tendo a consciência de que Conferência do Rio está oferecendo a melhor oportunidade para que toda a comunidade internacional decida reduzir as desigualdades entre pobres e ricos do planeta (GM) (JB).