Os usineiros do Nordeste querem mudar a proposta de renegociação das dívidas do setor com a União, Banco do Brasil e Receita Federal. A primeira condição dos usineiros para renegociar as dívidas é a indexação dos refinanciamentos à variação do preço da cana-de-açúcar. Ela substituiria a cobrança de juros de 12% ao ano, mais a variação do IGP (Índice Geral de Preços). A segunda se refere ao pagamento dos subsídios de Cr$240 bilhões que o governo deve aos usineiros. A proposta prevê a transformação dos Cr$240 bilhões em títulos do governo. Assim, os usineiros poderiam abater esse saldo do subsídio do total da dívida antes da renegociação ser efetivada. Caso a indexação ao preço da cana existisse em novembro, por exemplo, os usineiros teriam pago praticamente 50% a menos do serviço de suas dívidas. As propostas foram enviadas pelo Sindicato dos Usineiros de Alagoas ao Ministério da Economia (FSP).