O anúncio, anteontem, em Genebra (Suíça), de que o Brasil obtivera US$250 milhões das potências industrializadas (G-7) para seu programa de proteção da Floresta Amazônica não passou de uma grande encenação, segundo denunciaram duas fontes estrangeiras que participaram das negociações. De um projeto que custará US$1,5 bilhão em cinco anos, o Brasil saiu da reunião, na realidade, com apenas US$37,5 milhões, que só deverão ser desembolsados dentro de nove meses. Não há nenhuma garantia de quando ou de que forma (empréstimos ou doações) os US$212,5 milhões restantes serão liberados. Pelas informações sobre a partilha do dinheiro, o Brasil acabou se comprometendo a contribuir com uma soma maior do que os EUA e a Inglaterra juntos. Dos US$250 milhões, o Brasil colocará US$25 milhões, enquanto os ingleses se comprometem com apenas US$2,5 milhões e os norte-americanos, com US$5 milhões (O Globo).