O Grupo dos Sete países industrializados (G-7-- EUA, França, Alemanha, Japão, Inglaterra, Canadá e Itália) decidiu ontem, em Genebra (Suíça), conceder US$250 milhões para o lançamento do projeto-piloto para a Amazônia, comprometendo-se a apoiar o plano no conjunto, representando US$1,5 bilhão de recursos. Os membros do G-7 reconheceram que o Brasil fez progressos na preservação da Amazônia e indicaram que o dinheiro deve ser usado para o apoio de iniciativas de bases, para preservar o meio ambiente e melhorar o nível de vida dos seus 14 milhões de habitantes. O documento aprovado ontem afirma ainda que a verba deverá ser utilizada para proteger as reservas indígenas da Amazônia. O compromisso do G-7 não significa que o Brasil terá esse dinheiro agora: dos US$250 milhões, os ricos só se dispõem a desembolsar agora US$37,5 milhões. O BIRD (Banco Mundial) e o Brasil estavam esperando US$50 milhões para começar o programa. Não foi decidido quando o G-7 desembolsará os US$213 milhões restantes. A maior parte do dinheiro, que terá de ser liberado em no máximo três anos, vai sair dos cofres da Alemanha. O texto afirma que o governo não vai atacar sozinho as causas da destruição da floresta, mas deve convencer a todos que operam na área a assumir princípios de desenvolvimento sustentado. Ao aceitar os recursos, o Brasil anunciou que vai utilizá-los em conjunto com as organizações não-governamentais (ONGs), que criaram este ano um grupo de trabalho para facilitar sua inserção no programa-piloto. O plano-piloto para a Amazônia foi realizado pelo Brasil, em cooperação com o BIRD e a CEE (Comunidade Econômica Européia). Para a primeira fase do programa-piloto foram estabelecidas quatro metas: melhoria da capacidade das instituições ambientais do governo; projetos de conservação das florestas, parques nacionais e demarcação das terras indígenas; fortalecimento da pesquisa científica do INPA (Instituto de Pesquisa da Amazônia) e do Museu Goeldi, em Belém (PA); e apoio a projetos comunitários para proteção da floresta (FSP) (O Globo) (JB).