GOVERNADOR DO TOCANTINS PEDE MORATÓRIA

Palmas, a capital do Tocantins, se afasta cada vez mais do sonho de ser o novo "eldorado" do Centro-Oeste. Sem dinheiro, o governador Moisés Avelino (PMDB) pediu moratória para uma dívida de Cr$25 bilhões com empreiteiras. Palmas é uma cidade-problema. Passa metade do ano envolta em poeira. Na outra metade, com a chegada das chuvas, a poeira vira lama. O sonho de imitar Brasília não saiu do papel. A Praça dos Três Poderes e a Esplanada das Secretarias tocantinenses não passaram de projetos. O governo divide as atenções entre Palmas e a vila Taquarauto, distantes 17 quilômetros. A vila é uma espécie de cidade-satélite e já tem 40 mil habitantes, o dobro da capital. O governo perdeu o rumo de seu projeto de planejamento urbano. A favela "Golfo Pérsico" fica a menos de um quilômetro da sede do governo. Sua imagem contrasta com a do Palácio Araguaia, uma obra de US$9 milhões, o suficiente para constrir 1,8 mil escolas em um estado com 72% de analfabetos. A maioria dos dois mil moradores foi atraída por promessas de lotes e casas a preços simbólicos e hoje dorme em barraca de lona (FSP).