O ministro da Saúde, Alceni Guerra, suspendeu ontem todas as licitações e contratos realizados pelo Ministério, INAMPS e Fundação Nacional de Saúde. Toda a direção da Fundação foi afastada por um período de 15 dias. O ministro determinou a formação de uma comissão de sindicância para investigar os processos licitatórios e compras feitas pelos órgãos. O diretor de Saúde do INAMPS, Carlos Ferri, também foi afastado sob a acusação de favorecer parentes na compra de equipamentos de usinas de produção de oxigênio. O equipamento, que custou Cr$323 milhões (a preços de março), foi fornecido sem licitação pela empresa Engenheiros Associados Ferri Ltda., do Paraná, que pertence a seu sobrinho Lauro Ferri. Também serão investigadas as compras de 695 carros e 1.600 litros de inseticida a preços com suspeita de superfaturamento. Há suspeitas de superfaturamento na compra de 23,5 mil bicicletas, 60 mil talhas de barro, 22,5 mil guarda- chuvas e 22,5 mil mochilas. Todo o material foi adquirido pela Fundação para o programa de agentes de saúde implantados nos estados do Norte e Nordeste. Também serão apuradas irregularidades nas licitações feitas pela CEME (Central de Medicamentos) este ano (FSP) (O Globo).