AMATO E SZAJMAN FALAM SOBRE A CARTA AO FMI

O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, considerou ontem "uma vitória" a entrega da carta de intenções ao FMI (Fundo Monetário Internacional), por indicar um acordo próximo, e acredita no cumprimento das metas. Para o empresário, "desta vez há vontade política, e uma crise como antes não havia: a crise une os homens". O presidente da FECESP (Federação do Comércio de São Paulo), Abram Szajman, acha que "o Brasil está assumindo um condição de recessão". Segundo ele, o governo precisa avaliar o custo de se ajustar aos ditames do FMI. "A carta é dura para nós e me preocupa a condição social dos brasileiros", afirmou. Para o coordenador do PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), Emerson Kapaz, "ninguém tem dúvida de que o Brasil precisa se acertar com o FMI para ter credibilidade no exterior, mas essa carta parece não levar em consideração o tamanho da miséria do país" (GM) (O Globo).