O Grupo do Rio decidiu adotar, ao fim da reunião encerrada ontem em Cartagena (Colômbia), posição moderada sobre a democratização de Cuba e sua reintegração à América Latina. A declaração final do encontro está mais próxima da posição defendida pelo Brasil do que da sustentada pela Argentina, a favor de pressionar pela abertura do regime cubano. Os presidentes do Grupo do Rio expressam na declaração sua "profunda preocupação com a situação e o futuro de Cuba". Manifestam a esperança de que o governo cubano alcance as metas políticas, econômicas e sociais e que isso ajude em sua "desejada integração no sistema interamericano". Quanto ao Haiti, o comunicado reitera o apoio às resoluções da OEA (Organização dos Estados Americanos), que exigem a volta ao poder do presidente deposto, Jean-Bertrand Aristide, e determina o embargo comercial e o congelamento dos bens do governo haitiano no exterior. No documento, os presidentes dos 13 países que integram o Grupo do Rio afirmam que a dívida externa e o protecionismo unilateral dos países ricos prejudicam os grandes sacrifícios que os países da região estão fazendo para ajustar suas economias. Diz ainda que, em 1991, "começou a dissipar-se o sombrio panorama de recessão e inflação que envolveu nos últimos anos os países da América Latina". Muitos países, afirma o comunicado, terão taxas de crescimento superiores a 4% neste ano, e a renda per capita do continente deverá melhorar em quatro anos (O Globo) (JB).