O Ministério do Exército reconheceu ontem que apenas 37 dos 114 itens de sua última licitação para adquirir fardamento e roupas de cama e banho foram oferecidos a preços aceitáveis. No último dia do prazo dado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para legalizar a compra, o Departamento Geral de Serviços do Exército-- que jamais admitiu que os preços eram abusivos-- desclassificou as propostas de 40 empresas e anulou a participação de outras 30. Se a licitação não tivesse sido posta em dúvida, o prejuízo seria de Cr$70 bilhões. Tradicionais fornecedores como a Diana Paolucci, Lanifício Capricórnio, São Paulo Alpargatas e Fábrica de Tecidos Tatuapé tiveram suas propostas recusadas (O Globo).