CONSELHO DA CPFL DECIDE CANCELAR OPERAÇÃO SUSPEITA

O Conselho de Administração da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) decidiu ontem suspender o empréstimo de Cr$5 bilhões contratado entre a estatal e o Banco Safra. O negócio, mesmo desfeito, ainda pode sair caro para a empresa: para cancelar a operação, a CPFL poderá ser obrigada a pagar os juros correspondentes a quase 30 dias (cerca de Cr$2,2 bilhões). De acordo com denúncia do deputado estadual Lucas Buzato (PT), o empréstimo-- a juros mensais de 42,8%-- foi tomado por iniciativa isolada do diretor financeiro Nivaldo Camilo de Campos antes mesmo de sua aprovação pela diretoria da empresa e pelo Conselho. Nivaldo foi afastado do cargo na semana passada depois que foram descobertas irregularidades na aplicação do dinheiro da companhia em bancos privados. Durante sua gestão, a CPFL aplicou em bancos particulares pelo menos Cr$100 bilhões do ICMS recolhido junto com as contas de luz. A operação não é permitida pela legislação a empresas públicas (O ESP).