O diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus, disse ontem ao presidente interino da República, Itamar Franco, em Brasília, que "silenciosamente a sociedade brasileira está mudando em profundidade". Ele se comprometeu, a partir do momento em que a Carta de Intenção do Brasil for entregue, "a fazer todos os esforços para explicar à comunidade financeira internacional a necessidade do acordo, para desfazer esse ceticismo generalizado que existe com relação ao Brasil". Para retomar o crescimento, Camdessus acha que o Brasil deve exorcizar a inflação, continuar com a abertura para o mercado mundial, eliminar o déficit público e ampliar a estreita base sobre a qual incide a tributação (O ESP).