As estatísticas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 1991, vieram confirmar a tendência de queda da taxa de analfabetismo no país, declinando de 22,3% em 1981, para 18,2% em 1989 e 17,8% no ano passado, envolvendo pessoas de 10 anos ou mais sem nenhuma instrução, ou seja, 20,1 milhões de brasileiros. O percentual de analfabetos na área urbana recuou de 15,4% para 12,1% entre 1981 e 1990, e na área rural caiu de 40,8% para 34,9%, mantendo-se ainda bastante elevado pelos padrões adequados de educação, principalmente no nordeste, onde 52% da população rural não sabe ler, nem escrever, nem contar. Também baixou a taxa de analfabetos entre os menores de 10 a 14 anos de 20% em 1981, para 14,4% em 1990, somando 4,2 milhões de crianças sem estudos. O diretor-geral do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), José Guilherme de Almeida Reis, considera que essa trajetória cadente da taxa de analfabetismo local se deve, muito mais ao aumento da taxa de escolarização das crianças de 7 a 14 anos de idade-- que pulou de 75,5% em 1981, para 84,5% em 1990-- do que a uma política deliberada do governo federal de varrer o analfabetismo em pessoas de 10 anos ou mais (GM).