O Ministério Público de São Paulo apura denúncia da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de que organizações internacionais sediadas no Brasil estariam promovendo adoções Ilegítimas" e indiscriminadas. Segundo a deputada Fátima Pelaes (PFL-AP), relatora da comissão da CPI, documentos mostram que mães brasileiras perderam o poder sobre os filhos ao assinarem documentos imaginando que os entregavam a uma creche e que
43516 iriam reavê-los. Cinco crianças brasileiras são adotadas por dia por estrangeiros. O total chega a cerca de 10 mil nos últimos cinco anos. O Ministério Público colhe depoimentos dos responsáveis por intermediação de adoções. Se forem comprovadas irregularidades, serão tomadas providências penais, diz o promotor Paulo Afonso Garrido de Paula. Foram citadas pela CPI da Câmara as entidades: Limiar (Associação de Apoio à Criança e Família Substituta); Betel (Serviço de Apoio à Criança); Aman (Associação Mundial de Amigos do Menor); e a Inor Adopt (associação norueguesa). As entidades atuam como "despachantes". Providenciam documentos, hospedagem, intérpretes, contatos com autoridades e assistência ao casaol no país (FSP).