SINDICATO CRITICA IMPORTAÇÃO DE CARNE PELO SETOR PRIVADO

O presidente do Sindicato Nacional dos Pecuaristas de Gado de Corte, Antônio de Oliveira Pereira, criticou a liberação da importação de carne bovina da Europa pela iniciativa privada. Segundo ele, as 250 mil toneladas contratadas pelo governo são suficientes para atender o mercado interno e propiciarão, no final do ano, um excedente de 270 mil toneladas do produto. Segundo projeções do sindicato, a produção de carne prevista para este ano é de 2 milhões de toneladas, dos quais 1,08 milhão consolidado de janeiro a junho, com um saldo de 920 mil toneladas para agosto e setembro, já descontadas 250 mil toneladas referentes a matrizes para reprodução. Com uma estimativa de importação de 350 mil toneladas (250 mil pelo governo, a preço subsidiado; 40 mil pela iniciativa privada e 60 mil pelo sistema "draw-back"), o sindicato prevê que a oferta global de carne até o final do ano ficará em 2,08 milhões de toneladas, para um consumo interno de 1,7 milhão, o que, na opinião de Antônio de Oliveira Pereira, levará a um "afunilamento do mercado, levando os preços para baixo" (FSP).