O Brasil terá crescimento econômico nulo em 1992, de 3% em 1993 e de 5%
43437 em 1994, enquanto a inflação mensal será reduzida para índices de um
43437 dígito (menos de 10%) até dezembro do próximo ano. Estes são alguns dos compromissos que o governo brasileiro assumirá na carta de intenção que será fechada hoje, com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O término das difícies negociações com o FMI representa o sinal verde para um acordo com bancos estrangeiros e a volta de empréstimos substanciais do Banco Mundial (BIRD) e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Na carta de intenções, o governo garante que vai alcançar em 1993 um superávit fiscal de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), sem contabilizar os gastos do país com os pagamentos de juros da dívida. Segundo o secretário de Planejamento, Pedro Parente, na reunião de hoje serão acertados apenas os detalhes técnicos do documento. "Estabilizar para crescer, esta é a base do programa", explicou ele. A missão brasileira retorna amanhã a Brasília, após duas semanas em Washington, e o acordo deverá entrar em vigor em janeiro de 1992 (JB).