DIRETRIZES PARA UMA POLÍTICA INDUSTRIAL

O ministro da Indústria e Comércio, José Hugo Castelo Branco, já encaminhou à Presidência da República e aos Ministérios da Fazenda e do Planejamento a proposta de política industrial elaborada pelo MIC e que servirá de base ao documento que o governo deverá divulgar no decorrer de agosto detalhando as diretrizes para o setor até 1989. Segundo as informações, a intenção do governo ao promover a nova política industrial é fazer com que a expansão do setor se mantenha a taxas de 7,5% ao ano, com base numa taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 6,8% para os próximos anos, estimada pelo Ministério do Planejamento. Esta taxa de crescimento será apoiada na retomada do crescimento das exportações e na continuação da expansão do mercado interno, sendo liderada pela empresa privada nacional. Os pontos que nortearão a nova política industrial são os seguintes: retomada dos investimentos privados e sua manutenção em nível elevado, voltados principalmente para a modernização da indústria e para a expansão da capacidade produtiva nos setores que já estão próximos à plena utilização para a realização de algumas substituições de importação e para o desenvolvimento de indústrias de alta tecnologia; expansão das exportações de produtos manufaturados, desde logo reconhecendo os obstáculos do protecionismo crescente, da intensificação da concorrência no mercado internacional e da necessidade de elevar os salários reais internos; expansão dos gastos públicos e privados na área social (alimentação, habitação, saúde, educação, saneamento, transporte urbano), os quais funcionarão como fator de expansão de mercado interno e, por essa razão, de estímulo aos investimentos privados (GM).