PAÍS FECHA PLANO DE AJUSTE COM O FUNDO

O governo brasileiro finaliza esta semana uma carta de intenções ao Fundo Monetário Internacional (FMI), onde listará metas econômicas a serem cumpridas nos próximos 20 meses. Será a décima-primeira carta que o país terá enviado ao Fundo nos últimos nove anos. Nenhum dos dez documentos anteriores foi cumprido na sua integridade. A meta de superávit fiscal primário, uma das partes consideradas principais, já foi finalizada. Superávit fiscal primário é o resultado de tudo aquilo que o governo arrecada em impostos menos todos os gastos, exceto aqueles com pagamentos de juros. Na carta de intenções, o governo está prometendo um superávit fiscal primário equivalente a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB)-- soma de todas as riquezas do país-- em 1992 e de 4% em 1993. No início das negociações, o FMI pedia um superávit acima de 3% em 1992 contra apenas 2% oferecidos pelo governo brasileiro. Uma minuta da carta de intenções já foi enviada de Washington no último dia 11 via fac-símile para o ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira. É o secretário de Planejamento, Pedro Parente, que está na capital norte-americana comandando a missão. Ainda há, pequenos ajustes a serem feitos nas metas referentes à política monetária e balanço de pagamentos. Isso deve ser resolvido até amanhã. Devem estar hoje em Washington para discutir esses assuntos com o FMI Armínio Fraga e Pedro Bodin, diretores do Banco Central (FSP).