ACORDO SOBRE A ZONA FRANCA NÃO DEU CERTO

O acordo acertado no último dia 9, entre a Secretaria do Desenvolvimento Regional, secretarias e governadores do Amazonas e de São Paulo, em torno do projeto de lei que amplia os benefícios da Zona Franca de Manaus foi frustrado: ontem no Senado, após dez horas de discussões, havia dois textos. Um mantendo a base do entendimento de fim de semana e defendido pelos parlamentares da Amazônia, outro atendendo reivindicações dos representantes da indústria dos estados do centro-sul. O relator, senador Onofre Quinan (PMDB-GO), deve apresentar hoje um projeto de substitutivo, enquanto o PT e o PSDB querem revogar a urgência para a votação, o que pode adiar sua aprovação para o próximo ano, entrando em vigor apenas 1993. A falta de acordo causou surpresa ontem na Secretaria de Desenvolvimento Regional. Egberto Batista disse que estava confiando no acordo fechado com o governador Luiz Antônio Fleury Filho, que preserva as posições das indústrias do centro-sul e dos consumidores, e desabafou: Estou perplexo. Chegamos a um entendimento conceitual, disse ontem o governador Luiz Antônio Fleury, que espera a participação da Secretaria de Desenvolvimento Regional no acordo seja suficiente para afastar a possibilidade de vetos ao substitutivo ao projeto de lei da Zona Franca. Ao final do encontro no Senado, Amazonino Mendes (PDC-AM) se dizia irritado: "Se tirarem a urgência, é melhor fecharem a Zona Franca e entregarem a chave à ANFAVEA", conta a repórter Luiza Pastor. Egberto ainda espera que Fleury influencie os senadores do PMDB e a urgência seja mantida (GM).