Uma mulher contraiu AIDS depois de se submeter a um método artificial para engravidar na Itália. O fato, ocorrido há dois anos, foi revelado ontem pelo imunologista Fernando Auiti, professor da Universidade La Sapienza. A mulher recorreu à inseminação ao saber que a esterilidade do marido era irreversível. A contaminação ocorreu pelo líquido seminal. Ela não engravidou. O vírus da AIDS sobrevive ao 190 graus negativos, temperatura em que é conservado o esperma nos bancos de sêmen, diz a médica Maria Eugênia Lemos Fernandes, diretora do programa de prevenção à AIDS no Estado de São Paulo. "Há instruções da secretaria determinando que todos os doadores de sangue, órgãos e esperma sejam submetidos a testes", afirmou. Segundo ela, a Secretaria da Saúde não tem um controle efetivo dos bancos de esperma, diferentemente do que ocorre com os bancos de sangue. Jurandir de Passos, médico assistente da Clínica de Antropologia e Reprodução Humana Roger Abdelmassih, disse que todos os doadores são submetidos a uma bateria de exames que incluem o teste da AIDS (FSP).