AMATO DIZ QUE AGORA "JÁ SE VÊ O HORIZONTE"

Agora já se vê um pouco o horizonte, disse ontem Mário Amato, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), explicando que a última semana foi "mais tranquila": os juros estão caindo e a diferença entre o dólar paralelo e o turismo caiu para 14%, criando-se assim um espaço para o diálogo e a negociação. Hoje, haverá uma reunião entre os empresários e o ministro Marcílio Marques Moreira, da Economia, na FIESP. Amato adianta que os empresários vão ouvir muito e falar "da crise e da recessão". "Não há proposta prévia", garantiu, comentando que as coisas estão caminhando "com dificuldades", mas estão indo "numa direção melhor". Diretores da FIESP, ligados ao Departamento de Economia (Decon) e outros de fora da diretoria da casa, alinhavam ainda no início da noite de ontem um documento para entregar hoje ao ministro Marcílio, que em linhas gerais se baseia no documento entregue a Francisco Gros, do Banco Central, quando esteve em São Paulo em 22 de outubro. Eles queriam a redução das medidas recessivas para que houvesse uma retomada da produção e maior ocupação do pessoal empregado, para que não se aprofundasse o quadro recessivo. "Queremos uma folga para melhorarmos as vendas. Não queremos subsídios. Vamos pedir ardentemente que se tenham regras definidas", disse (GM).