A falência do sistema previdenciário do Brasil é exposta no relatório Progresso Econômico na América Latina-91, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que fez um levantamento sobre a situação da seguridade social na América Latina e Central. O estudo conclui que os planos de benefícios tornaram-se economicamente inviáveis justamente nos países da região que foram pioneiros na implantação do sistema previdenciário. Brasil, Argentina e Uruguai. O BID sugere, entre outras modificações, o fim da aposentadoria por tempo de serviço e a criação de sistemas complementares de aposentadoria. O governo brasileiro prepara um projeto de previdência complementar e propôs no Emendão a aposentadoria por idade-- 65 anos para os homens e 60 para as mulheres. "O sistema que está aí é falido e precisamos discutir uma saída, por mais dolorosa que seja", enfatiza o presidente do INSS, José Arnaldo Rossi. A aposentadoria por tempo de serviço adotada no Brasil-- 35 anos para homens e 30 anos para mulheres-- é considerada pelo BID uma "generosidade excessiva", diante da elevação da expectativa de vida. O relatório sugere o establecimento de uma pensão básica universal combinada com um
43311 programa complementar de pensões estritamente correlato as contribuições
43311 pagas; estas poderiam ser administradas por organizações privadas,
43311 públicas ou de ambos os tipos. Essa é a proposta que José Arnaldo Rossi encaminhou ao Ministério da Economia. O projeto de reforma da Previdência prevê a garantia de aposentadoria até o limite de cinco de salários-mínimos para todos os trabalhadores e complementação de renda em fundos de pensão privados ou públicos. O BID propõe ainda a equiparação da aposentadoria por idade entre os sexos, argumentando que as mulheres vivem comprovadamente mais do que os homens (JB).