O presidente Fernando Collor de Mello aprovou ontem o Programa Emergencial de Combate à Seca, que contará com recursos de cerca de Cr$52 bilhões distribuídos entre nove estados nordestinos e Minas Gerais. Quatro pontos básicos são contemplados pelo programa: distribuição de cestas básicas para famílias carentes no nordeste, aluguel de carros-pipa, recuperação de poços e projetos de irrigação (açudes e barragens). Na distribuição dos recursos, a Bahia foi o estado que abocanhou a maior fatia-- Cr$14,9 bilhões--, seguida do Piauí, que ficou com Cr$9,5 bilhões. O Estado do Sergipe ficou com a menor parcela de recursos (Cr$869 milhões). O único projeto que conta com recursos orçamentários totalmente disponíveis é o da distribuição de cestas básicas, que terá início em janeiro de 1992. As cestas, com 16 quilos de alimentos serão distribuídas pela companhia nacional de abastecimento em dez estados. Dos Cr$23 bilhões disponíveis para distribuição dos gêneros alimentícios, coube aos estados da Bahia-- Cr$4,6 bilhões-- e de Pernambuco-- Cr$4,1 bilhões-- o maior volume de recursos. Com relação ao aluguel de carros-pipa, que tem previsão de distribuição dos recursos de Cr$2,4 bilhões ainda em 1991, foram contemplados 702 municípios de dez estados. Mais uma vez a Bahia foi o estado que recebeu o maior volume de recursos, seguido do Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco (GM).