FOGO QUE MATOU 20 PRESOS PODE SER CRIMINOSO

O secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Nilo Batista, determinou ao delegado Antônio Carlos Rocha que localize, com urgência, o agente penitenciário acusado de iniciar o incêncio que matou, ontem, 20 detentos no Presídio Ary Franco, em Água Santa, zona norte do Rio. A denúncia foi feita por um dos oito presos levados para prestar depoimento. O primeiro nome do agente é Cosme. Guardas do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe) e presidiários acusam-se mutuamente pelo incêndio nos colchões da cela 15, que resultou em 24 feridos, 17 com queimaduras graves. O fogo foi provocado, provavelmente, por algum artefato explosivo. Os resultados definitivos da perícia serão conhecidos em 15 dias. O chefe de Segurança do Presídio, Roberto Gama, disse que um coquetel Molotov foi lançado por um preso. Durante o incêndio, havia apenas quatro guardas vigiando 1.400 presos (JB) (O Globo).