O Banco Central tomou ontem duas atitudes com o objetivo de proteger as reservas internacionais do país e reverter as expectativas que apontam para a aceleração inflacionária. Logo cedo, anunciou que ficará fora do mercado doméstico de compra e venda de ouro ao mesmo tempo em que entrou operando no mercado aberto, vendendo dinheiro até o dia quatro de novembro à taxa de 42% no "overnight", contra 35,2% no útimo dia 25. Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que atingiram 2.100% ao ano no dia 25, chegaram a 4.000%. Todos os ativos tiveram movimentação expressiva. O dólar norte-americano no mercado paralelo fechou o dia cotado a Cr$850,00 para venda, subindo 13,3% e fixando o ágio de 36%, o maior no governo Collor. As Bolsas de Valores despencaram 7,5% em São Paulo e 5,5% no Rio de Janeiro, enquanto o grama do ouro valorizou 10,9%, cotado em Cr$9.240,00. Além de induzir os empresários a desovarem seus estoques no mercado interno, a puxada na taxa de juro busca levar os exportadores a acelerarem as operações de fechamento de câmbio e os importadores, ao contrário, a retardarem as operações cambiais (GM) (JB).