Desde 1982, a América Latina e o Caribe vêm transferindo entre US$20 bilhões e US$30 bilhões líquidos por ano para os países desenvolvidos, acumulando uma dívida externa total de US$424 bilhões. Essa sangria, somada à fuga de capital, priva os países mais pobres do Continente dos recursos necessários para programas sociais básicos, investimentos e importações essenciais. Os dados, da ONU (Organização das Nações Unidas), constam do documento Pacto por um Mundo Novo, do World Resources Institute, dos EUA, divulgado ontem simultaneamente no Brasil, EUA, Canadá, Argentina, México, Venezuela, Chile, Costa Rica, Panamá e Caribe. O documento, que visa a discussão prévia de questões que serão debatidas na Rio-92, propõe aos líderes do Continente Americano um pacto para reduzir a pobreza, preservar o meio ambiente e promover um desenvolvimento sustentável da região. São oito as iniciativas propostas: proteção das florestas, aumento da eficiência energética, combate da poluição, redução da pobreza, estabilização da população, ampliação da capacidade científica e técnica, promoção do comércio e do investimento e fornecimento de recursos financeiros. No Brasil, estão encarregados de promover o pacto o deputado federal Fábio Feldmann (PSDB-SP), o senador Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), o prefeito de Curitiba (PR), Jaime Lerner (PDT), e a presidente da Fundação Pró-Natureza (Funatura), Maria Tereza de Pádua (O ESP).