A reforma tributária de emergência poderá criar um novo imposto, deduzível posteriormente na declaração de renda, que incidirá sobre todos os ativos da economia, tanto de pessoas físicas como jurídicas, a exemplo do México. Isso, além de assegurar uma arrecadação mínima ao caixa do governo, estabelecerá um ganho extra junto aos contribuintes atualmente isentos do IR. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Economia, Luís Antônio Gonçalves, as projeções indicam uma receita adicional na ordem de US$8,5 bilhões em 1992. Ontem, ele participou, em Brasília, de uma reunião com outros técnicos do governo, o ministro Marcílio Marques Moreira e o secretário da Receita Federal mexicana, Francisco Gil Diaz. O secretário mexicano disse que o modelo do seu país prevê uma alíquota de 2% sobre os ativos em geral, especialmente o que em contabilidade se chama de ativo fixo, como máquinas e outros bens imóveis (JB).