A EMISSÃO DE MOEDAS EM SETEMBRO

O Banco Central não conseguiu controlar a liquidez na economia, em setembro, mesmo com a política de juros altos. A quantidade de moeda medida pela base monetária (papel-moeda em circulação mais reservas bancárias) aumentou 16,4% na média diária, e 14,1% no cálculo ponta-a- ponta, o que significa Cr$397,8 bilhões a mais em circulação. Em setembro, o crescimento da base foi de 3,9%, na média diária, e de 9,4% no critério ponta-a-ponta. De acordo com o BC, os principais fatores que influíram no aumento da liquidez foram os saques dos cruzados novos liberados (Cr$524 bilhões), as conversões judiciais (Cr$177 bilhões), os saques dos depósitos do Fundão mantidos pelos bancos no BC (Cr$132 bilhões), os saques das disponibilidades do Tesouro no BC (Cr$54 bilhões), além de outras causas (Cr$11 bilhões). De janeiro a setembro a expansão da base monetária atingiu 135,3%. A proposta inicial do BC era emitir um total de Cr$2,075 trilhões em 1991. Até agora, já foram colocados Cr$954 bilhões, o que deixa um saldo de Cr$1,121 trilhão. O BC considera, porém, que o valor não é suficiente, em função da grande procura por moeda por ocasião das festas de fim de ano e, por isso, pedirá autorização para emitir mais moeda (O Globo) (JB).