O presidente Fernando Collor chamou ontem de "covardes" os empresários nacionais que, segundo ele, promovem demissões "para fazer crer à sociedade que estão demitindo por culpa do governo". Em discurso de improviso no Palácio do Planalto, quando recebeu o martelo do leilão da USIMINAS, Collor deu uma outra versão para as dificuldades que as empresas estão enfrentando: "Esses que demitiram já estavam fora do padrão de competição, porque não assumem as suas incapacidades, porque não assumem as suas incapacidades, porque não trabalham, porque não vão à luta, porque não suam, porque não enfrentam o problema. Reclamar, reclamar, reclamar, é só o que eles sabem fazer", afirmou. Collor condenou também os críticos do programa de desestatização do governo e afirmou que muitas fortunas e impérios foram construídos com dinheiro barato do BNDES, do BB e até do Tesouro Nacional. Disse ainda que o Brasil mudou: "Não aceita esse tipo de pressão, de manobra escusa. Eles vão ficar lá chorando as suas mágoas, tratando dos seus cavalos e das suas vacas e nós aqui, trabalhando pelo futuro deste país". Collor disse ainda que os empresários criam falsas previsões e no fim-de-semana "dão alfafa importada para os seus cavalos e cerveja para as suas vacas produzirem mais leite". Ele acusou também os economistas de fazerem "relatórios sinistros" e ficarem "chorando pelos cantos" (O ESP) (FSP).