Os governos do Brasil e da Alemanha assinaram ontem, em Brasília, convênios para as áreas de saneamento básico e meio ambiente no valor de US$180 milhões. Durante encontro no Palácio do Planalto, o chanceler Helmut Kohl sugeriu ao presidente Fernando Collor a assinatura de um acordo bilateral de garantia de investimentos. Segundo o chanceler, a resistência do Brasil em fechar este acordo é que determina a ausênccia de investimentos estrangeiros "à altura da potencialidade" do país. A reivindicação de Kohl é, na verdade, uma garantia de que mudanças na economia não irão repercutir nos negócios fechados. Na verdade, esses recursos já estavam à disposição do Brasil, mas até agora não foram internados porque, como referem-se a projetos a fundo perdido e a juros favorecidos, o governo não chegou a uma conclusão sobre como apresentá- los ao Congresso para que fossem aprovados. O chanceler alemão disse a Collor acreditar no sucesso na Rodada Uruguai do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio), em dezembro, devido à gestão do seu país de abrir mão de uma parcela de seus subsídios agrícolas. Kolh disse ainda não acreditar em ausências de líderes da Europa Ocidental na Rio-92. Ele confirmou sua presença na Conferência. O chanceler anunciou ainda, durante visita ao Congresso Nacional, que seu governo está disposto a aplicar 250 milhões de marcos (Cr$100 bilhões) num projeto para preservação das florestas tropicais na Amazônia (O ESP) (GM).