Até o início da Rio-92, marcada para junho próximo, o Brasil deverá ter em órbita seu primeiro satélite, produzido pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que cobrirá todo território nacional. A empresa escolhida através de concorrência do Ministério da Aeronáutica para lançá-lo, ao custo de US$11,5 milhões, foi a Orbital Sciences Corporation, dos EUA, cujo agente no Brasil é a Montemer Internacional, do Grupo Monteiro Aranha. O satélite, denominado SCD-1 e que ficará em órbita elíptica a 700 quilômetros de altura, vai fazer o sensoreamento remoto e transmissão de dados ambientais, reunidos em solo brasileiro através de uma rede de 500 Plataformas Automáticas de Coleta de Dados (PCDs). Esta rede está equipada com sensores adequados para aplicações nos campos da meteorologia, oceanografia e química atmosférica. O SCD-1 também vai monitorar as condições da Bacia Amazônica e das florestas equatoriais adjacentes. E medirá a temperatura do solo e a degradação da floresta (O Globo).