O diretor do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle-- um dos centros de referência de tratamento da AIDS no Rio de Janeiro--, Murilo César Abbott de Castro Pinto, disse ontem que o Ministério da Saúde costuma entregar lotes de medicamentos essenciais aos aidéticos com prazo de validade vencidos ou prestes a vencer. Por causa disso, vários pacientes acabam não recebendo os remédios, já que muitas vezes não há tempo hábil para fazer a aplicação e distribuição entre eles. A mesma denúncia já tinha sido feita em 27 de março do ano passado por representantes da Rede- Rio. Segundo a denúncia, o Ministério da Saúde tinha distribuído 180 frascos da droga AZT com validade expirada em fevereiro. Há três meses, o Ministério da Saúde enviou um lote de dois mil frascos de AZT injetável ao Gaffré e Guinle com prazo de validade até agosto de 1991. O medicamento chegou ao hospital, no entanto, no dia 29 de julho (O Globo).