O presidente Fernando Collor garantiu ontem que não há possibilidade de o governo instituir o Plano K, de autoria do economista Paulo Rabello de Castro, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), e do empresário Paulo Brito, da Cotia Trading. "Por que a letra K? Deve ser de kilo de bobagem", ironizou. Para Collor, a proposta é apenas mais "uma das dezenas que chegam ao Planalto por semana". O programa ao qual o presidente se referiu chama-se, na verdade, Plano de Estabilização com Crescimento, de acordo com os seus autores, e tem como base a criação da Obrigação Social do Tesouro Nacional pela União, para pagar dívidas com o FGTS, PIS/Pasep e Previdência Social. A OSTN passaria a ser a principal moeda na compra de estatais (O ESP).