Pode acabar o desconto mensal da Previdência nos contracheques dos assalariados. Em vez de cobrar contribuição do trabalhador, o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) quer que apenas as empresas paguem a Previdência, recolhendo aos cofres do governo 6% do faturamento e não da folha de pagamento, como ocorre atualmente. A proposta integra o projeto de reforma da Previdência Social, o qual, segundo o presidente Fernando Collor, "é um revolução". A partir da próxima semana, o presidente do INSS, José Arnaldo Rossi, começa a conversar com políticos, trabalhadores e empresários sobre o plano, que deverá ser consolidado pelo Ministério da Economia ainda este ano. Entre as propostas está também a redução do limite de garantia de benefícios da Previdência, de 10 para cinco salários-mínimos. Quem ganhar acima de cinco salários- mínimos poderá pagar previdência complementar através de convênios de seu sindicato ou federação (JB).