O ministro das Relações Exteriores, Francisco Rezek, disse ontem que o Brasil e a Alemanha vão tentar ampliar o Conselho de Segurança da ONU. Essa iniciativa conjunta será discutida entre o presidente Fernando Collor e o chanceler alemão, Helmut Kohl, que chega ao Brasil no próximo dia 22. Segundo as informações, o único documento que deverá ser assinado entre o Brasil e a Alemanha durante a visita de Kohl é um acordo de cooperação financeira englobando várias linhas de crédito a fundo perdido no valor de 305 milhões de marcos (US$181,7 milhões), dos quais US$89,3 milhões exclusivamente para a preservação das florestas tropicais. Com a participação de 14,23% no total de investimentos estrangeiros registrados no Banco Central, a República Federal da Alemanha (RFA) ainda mantém o segundo lugar no "ranking" dos países que mais aplicaram no Brasil, mas o interesse vem decrescendo nos últimos 10 anos. O estoque do capital alemão no Brasil, na posição de junho deste ano, segundo dados do BC, somava US$5,109 bilhões. A dívida externa brasileira junto aos bancos alemães soma cerca de US$1,774 bilhão (FSP) (GM).