BRASIL E ARGENTINA ASSINARÃO ATA DE INTEGRAÇÃO

Os presidentes José Sarney, do Brasil, e Raúl Alfonsín, da Argentina, assinarão, no próximo dia 29, uma "ata de integração" e dez protocolos adicionais. Em síntese, os protocolos tratam, entre outras coisas, do seguinte: BENS DE CAPITAL-- começará movimentando US$300 milhões, em 1987, para chegar a US$2 bilhões em 1990. CEREAIS-- o Brasil comprará, no ano que vem, 1.375.000 toneladas de trigo argentino e, até o fim da década, as compras chegarão a 2 milhões de toneladas. O preço será o do mercado internacional, inferior ao da produção brasileira, que sai por US$240 a tonelada, enquanto o argentino custa US$100. ALIMENTOS-- a idéia é formar em ambos países estoques reguladores, especialmente de produtos sazonais, para evitar abruptas altas de preços. ENERGIA-- são vários os sub-itens deste tópico, mas o principal é a construção de um gasoduto da Argentina ao Rio Grande do Sul. É possível que uma ramificação do gasoduto se dirija a Montevidéu. Prevê-se, também, a construção da hidrelétrica de Garabi e exploração conjunta de petróleo entre a PETROBRÁS e a sua congenere argentina, a Yacimientes Petrolíferos Fiscales. FUNDO DE INVESTIMENTO-- seu valor inicial é de US$100 milhões e destina-se incrementar o intercâmbio comercial, que, depois de atingir US$2 bilhões, nos dois sentidos, em 1980, entrou em queda livre e não passou de US$1,1 bilhão no ano passado (FSP).