CIMI CRITICA AÇÃO DA IGREJA NA AMÉRICA

Em carta aberta ao papa João Paulo 2o., o presidente do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), dom Aparecido José Dias, criticou a comemoração dos 500 anos de evangelização do continente americano. No documento, o CIMI se diz "constrangido face às propostas de comemorações festivas e pomposas de uma evangelização que, muitas vezes, infelizmente, foi conivente com o extermínio de milhares de povos e culturas". O documento afirma que o "massacre" de indígenas não terminou e que, sem a posse de terras, "é impossível a sobrevivência física e cultural desses povos". Ao criticar o governo, o CIMI diz que nem mesmo o prazo estabelecido pela Constituição faz com que o governo tome medidas concretas para demarcar as terras dos índios. O CIMI denuncia o governo de conivência com invasões de áreas indígenas. Afirma que 86 processos de demarcação estão no Ministério da Justiça à espera da homologação pelo presidente da República, que sempre é protelada. Diz que 61% das áreas ainda não foram demarcadas. O documento afirma ainda que a Amazônia "já está internacionalizada por responsabilidade do próprio governo" (O ESP).