O presidente Fernando Collor deu ontem uma semana de prazo para a FUNAI e as Forças Armadas chegarem a um acordo sobre a demarcação da reserva yanomani. Pela proposta da FUNAI, será demarcada uma área de 9,4 milhões de hectares em Roraima e no Amazonas. Durante a reunião setorial sobre o assunto, o ministro do Exército, general Carlos Tinoco, disse que a área proposta pela FUNAI inclui grande faixa de fronteira, o que cria problemas para a segurança nacional. A posição de Tinoco é a mesma do ministro da Justiça, Jarbas Passarinho. Eles defendem a demarcação das terras para o uso dos indígenas, mas preservando "o domínio da União" sobre a região de fronteira. O presidente da FUNAI, Sydney Possuelo, afirmou que a segurança nacional nunca foi problema, porque as Forças Armadas têm o direito constitucional de entrar na área a qualquer momento e mesmo de se instalar lá. No setor de meio ambiente, ficou decidido que, em fevereiro de 1992, o Itamaraty deve reunir em Manaus (AM) ou Belém (PA), os chefes de Estado dos países do Tratado Amazônico. Em seguida, a coordenação regional fará encontro com as nações do Cone Sul do continente, enquanto também no Brasil o presidente Fernando Collor se reunirá com a primeira-ministra da Noruega, Gro Bruntlland. Tudo isso servirá de base para a próxima reunião preparatória da Rio-92, que acontecerá em março do ano que vem em Nova Iorque (EUA) (FSP) (GM).