PAPA CONDENA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E DEFENDE O CELIBATO

O papa fez ontem um discurso contra pensamentos dissidentes dentre da Igreja. Reforçando sua posição conservadora na instituição, João Paulo 2o. criticou em Brasília a Teologia da Libertação e defendeu a proibição ao casamento do clero. O discurso foi feito perante estudantes do seminário arquidiocesano de Nossa Senhora de Fátima. Ele reafirmou posições que defende desde o início de seu mandato, buscando afirmar a ortodoxia romana. Aos seminaristas, ele pediu alinhamento com as posições oficiais da Igreja e alertou contra "os desvios de uma Teologia da Libertação que pretende reinterpretar o depósito da fé com base em ideologias de cunho materialista e se afasta grandemente da verdade católica". O papa incluiu a Teologia da Libertação entre as "modas teológicas, que deturpam e obscurecem a verdade". João Paulo 2o. pediu que os seminaristas "abracem voluntariamente e com alegria" o celibato. Na missa que celebrou em português para 200 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, o papa deixou de lado as questões políticas e sociais e concentrou-se em temas estritamente evangélicos. Durante a homilia, advertiu: "Sem a fé, é impossível agradar a Deus". A`s autoridades, o papa lembrou que devem promover a justiça, a paz e a solidariedade. Em Goiânia (GO), o papa dedicou a homilia à catequese e ao trabalho das comunidades eclesiais, às quais atribuiu a missão de suprir a falta de padres no Brasil. "Desejo incentivar todas as instâncias eclesiais, os meus irmãos no episcopado, os religiosos e religiosas e, especialmente, todos os que dão vida ás comunidades eclesiais nesta generosa terra de Goiás, e em todo o Brasil", disse (FSP) (JB).