O PFL vai unir-se à dissidência do PDS, liderada pelo ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, para formar um novo partido de sustentação do governo-- o Partido Liberal Progressista (PLP). O presidente Sarney aprovou a idéia e pediu rapidez na execução. Está definido que o presidente será o ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves, e o secretário-geral, Antônio Carlos Magalhães. O processo de criação da nova legenda será iniciado em 19 de janeiro, com a realização de convenções municipais, prosseguirá em 2 de março com as convenções regionais e culminará em 6 de abril de 1986, na convenção nacional que formalizará a adoção da sigla PLP. A manutenção da palavra "liberal" no nome do partido foi exigência de Aureliano. Segundo o Jornal do Brasil, dirigentes do PFL informaram que o novo partido tentará atrair os governadores Júlio Campos (Mato Grosso) e Esperidião Amin (SC), ambos do PDS, e parlamentares moderados do PMDB. Conforme o jornal, eles acrescentaram que o objetivo é formar uma bancada de 140 a 150 deputados e de 26 senadores (JB).