O ministro do Planejamento, João Sayad, entregou ao presidente José Sarney o plano de saneamento do setor elétrico, prevendo uma aplicação de recursos da ordem de US$1 bilhão nos próximos quatro anos, recursos a serem fornecidos pelo BIRD (Banco Mundial). O plano, segundo o ministro, prevê que em "nenhuma hipótese será autorizado reajuste das tarifas de energia elétrica a um nível inferior ao da inflação". Na tentativa de fortalecer as finanças das empresas do setor elétrico, conforme Sayad, o plano de saneamento prevê ainda a aquisição de parte da dívida externa das empresas pelo Tesouro Nacional, pela compra de ações. O ministro não quantificou, contudo, o valor da dívida das empresas que será transferido para o Tesouro. A preços médios deste ano, os investimentos do setor elétrico para o período 1985/89 somarão Cr$155,9 trilhões, de acordo com o Programa de Recuperação Setorial aprovado ontem pelo presidente da República. De acordo com o secretário da SEST, Henri Reichstul, o governo assumirá US$1,824 milhões de dívidas relativas à usina nuclear de Angra I e US$521 milhões referentes a Angra II e III, no período do programa. Ao mesmo tempo, o governo garantirá uma recuperação da rentabilidade do
42577 setor elétrico, se comprometendo com uma remuneração dos investimentos de
42577 7% em 1986, e crescente em 1% ao ano, até atingir o patamar dos 10% em
42577 1989 (FSP).