Segundo o Jornal do Brasil, além da criação de um fundo de investimento público com recursos resultantes da tributação das 3 mil maiores empresas do país, o "pacote" econômico do governo prevê uma redução das despesas de custeio das empresas estatais de cerca de Cr$12 trilhões. Conforme o jornal, as principais medidas na área das estatais são: proibição para a criação de novos cargos; eliminação de órgãos em que fique constatada a superposição de tarefas; veto à locação de imóveis residenciais; redução de 20% na contratação de serviços de terceiros; redução de 20% dos contratos de pessoal na forma de "leasing"; aposentadoria antecipada para os funcionários (facultativa para quem tem mais de 10 anos de serviço público). "Com esses cortes, além dos desdobramentos tributários do pacote, o governo espera reduzir o déficit público de Cr$211 trilhões para Cr$60 trilhões; apenas o custo da folha de pagamento das empresas da administração direta e indireta será diminuído entre 10% e 12%". Para mais bem administrar os gastos públicos, será criada a Secretaria do Tesouro, ligada diretamente ao ministro da Fazenda (JB).