O Banco Central decretou a liquidação extra-judicial dos grupos financeiros Auxiliar, Comind e Maisonnave. Os três grupos têm um passivo a descoberto da ordem de Cr$6,836 trilhões e já tinham recebido do Banco Central recursos totais de Cr$3,3 trilhões-- dos quais Cr$60 bilhões já na administração de Funaro no Ministério da Fazenda. O Comind e o Auxiliar têm agências em Nova Iorque e Grand Cayman, com um débito de US$162 milhões no mercado interbancário internacional. Segundo anunciou o ministro da Fazenda, Dilson Funaro, o governo honrará os depósitos à vista nos três grupos, assim como os depósitos de poupança. No dia 2 de dezembro, os grupos abrirão suas portas para saldar esses compromissos. Os depósitos a prazo serão cobertos com a massa a ser liquidada-- inclusive as cartas-patentes das agências, que serão vendidas. No caso de os recursos serem insuficientes, haverá um rateio, na proporção dos créditos a serem recebidos. Os débitos das agências no exterior serão saldados com recursos dos projetos 3 e 4 da renegociação da dívida externa brasileira. O governo usará dólares que tomou emprestado para rolar a dívida, para honrar as posições das agências do Comind (calculados em US$500 milhões, só no interbancário) e Auxiliar (cerca de US$100 milhões incluindo operações 63) no mercado financeiro internacional. Funaro garantiu ainda que os 25 mil funcionários dos três grupos financeiros terão seus empregos garantidos por seis meses. O governo condicionará a venda das cartas-patentes das agências à manutenção dos funcionários nos seus empregos (JB).