SARGENTO FAZ DEPOIMENTO SOBRE ASSASSINATO DE JORNALISTA

O sargento Antônio Nazareno Mortari, um dos sete acusados pelo assassinato do jornalista Mário Eugênio, afirmou, em depoimento ao juiz da 11a. Circunscrição Militar, em Brasília, e à procuradora da Justiça Militar, Nadir Bispo Faria, que a Subseção de Operações e Planejamento do Exército (SOP) e a 2a. Seção do Comando Militar do Planalto (CMP) fizeram um levantamento sobre a vida do jornalista antes de ele ser assassinado em 11 de novembro do ano passado. As informações colhidas pelos militares foram passadas ao coronel Lauro Melchíades Rieth, ex-secretário de Segurança do Distrito Federal e suposto mandante do crime. Conforme Nazareno, o contato do CMP com o coronel Lauro Rieth teria sido o capitão Itamar Barcellos, então chefe do SOP do Batalhão da Polícia do Exército (e hoje da 2a. Seção do CMP). Nazareno disse ainda que o capitão Barcellos informou aos militares do Pelotão de Investigações Criminais do Exército (PIC) que Rieth ofereceu agentes da Polícia Civil para integrarem o grupo de execução da "Operação Leite"-- a do assassinato do jornalista-- e carros que estavam à disposição da polícia. Barcellos também foi o portador, de acordo com Nazareno, do recado de Rieth ao grupo de que estava Impaciente" com a demora da execução (FSP).