MULHER ACUSADA DE MOTIM É TORTURADA EM CASA DE DETENÇÃO

O juiz José Ernesto de Mattos Lourenço da 1a. Vara Criminal Regional de Santana, em São Paulo, condenou à perda de cargo, por abuso de autoridade, o delegado Mellynaldo Gomes Granja e os investigadores policiais Armando Nascimento e Dirceu de Souza Lima, em processo movido pelo Ministério Público. Segundo a decisão, os três praticaram tortura e mantiveram em cárcere, sem registro ou ordem de autoridade judiciária, Maria Clara Batista Almeida, acusada de suspeita de participação no motim ocorrido na Casa de Detenção, em 30 de março de 1982, e que terminou com um saldo de 18 mortos. Os réus recorreram da decisão e, caso ela seja mantida, eles deverão ser demitidos pelo governador do Estado (FSP).