O balanço dos primeiros 7 meses da política econômica da Nova República, segundo o jornal Folha de São Paulo, é o seguinte: a inflação contida num patamar de 8 a 10%, acumulou (apesar dos 14% de agosto) uma taxa de 84,2% (abril-out/85), comparada com 96,7% do mesmo período do ano anterior. Os reajustes no salário-mínimo, no período do novo governo, acumularam uma taxa anual de 260,29%, garantindo uma evolução real (sobre o INPC) de 12%. Os dados da FIESP apontam 25,2% de crescimento real na massa de salários na indústria, se compararmos abril/out 85 com o mesmo período do ano passado. Além disso, o desemprego decresceu de 7,3% para 5,39%. A indústria de transformação cresceu 7,5% até set/85, contra 5% no mesmo período de 84. O comércio vendeu, até jul/85, 25,9% a mais (em termos reais) que no período anterior. A safra de grãos fechou com 69,2 milhões de toneladas (30,8% a mais que em 84). As exportações caíram 7%, mas a economia cresceu contendo mais suas importações (10,8% de queda). As reservas estão mantidas ao nível de US$11,9 bilhões. A arrecadação de tributos federais cresceu 15,1% (em termos reais) e o ICM 15,9% (FSP).