GOVERNO DEVERÁ AUMENTAR SEUS GASTOS EM PROGRAMAS SOCIAIS

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o governo deverá aumentar seus gastos em programas sociais nos próximos anos e congelar em termos reais as despesas de pessoal, conforme proposta do no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND). Conforme o jornal, de modo geral, a idéia é só permitir o crescimento das contas ligadas aos chamados setores sociais da administração, como educação, saúde, alimentação e habitação popular. Está prevista a construção de 2 milhões de habitações para populações urbanas carentes. Mantêm-se as metas, já anunciadas, de expansão de 6% ao ano para o PIB e de 7% para a indústria. Para o setor energético estão previstos: aumento da capacidade geradora de eletricidade de 44 mil MW para 57600 MW até 1989; produção de 740 mil barris diários de petróleo no final do período, um saldo de 31% a partir da média de 565 mil barris/dia calculada para este ano (em termos efetivos, já se atingiu a marca de 600 mil); extração de 8,4 bilhões de metros cúbicos de gás natural, em 1989, contra 5,8 bilhões atualmente; instalação de 8 mil quilômetros de linhas para reforço dos serviços de transmissão e de distribuição de energia elétrica. Para a agricultura está programado um crescimento de 5%. Ao nordeste está reservado o Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (PAP), "desenhado para atingir 600 mil famílias e envolver investimentos de Cr$50 trilhões até 1989" (FSP).