O DÉFICIT DO CAIXA DO GOVERNO FEDERAL EM OUTUBRO

O déficit de caixa do governo federal, em outubro, alcançou Cr$6,9 trilhões, contra Cr$7,5 trilhões no mês de setembro. O acumulado, nos primeiros 10 meses de 1985, é de Cr$55,1 trilhões, dos quais 72,6% referem-se aos encargos das dívidas interna e externa. Segundo o Departamento Econômico do Banco Central, a redução do déficit de caixa, em outubro, foi possível devido às antecipações nos recolhimentos para o IAPAS de Cr$4,674 trilhões, que foram aplicados na compra de títulos emitidos pelo próprio governo. Ao final deste ano, as autoridades monetárias estimam um déficit de caixa próximo a Cr$72 trilhões. O governo teve que honrar, no mês passado, cerca de Cr$2 trilhões de débitos das empresas estatais, governos estaduais e municipais. No ano, essas despesas-- decorrentes do aval concedido pela União-- atingiu Cr$16,352 trilhões, até agora. Os encargos financeiros externos do Banco Central, resultantes de depósitos em moeda estrangeira junto à instituição de janeiro a outubro, ficaram em Cr$5,797 trilhões. Sobre a expansão monetária, o diretor da Dívida Pública do BC, André Lara Resende, informou que ainda em outubro houve uma queda na base monetária (emisão primária de moeda) de 0,35%, ou Cr$90 milhões. De acordo com ele, essa contração não foi causada pela colocação de títulos, mas sim pela melhoria no déficit da Previdência Social, devido à recuperação salarial e ao aumento no emprego. Essa melhoria no déficit, segundo informou, foi de Cr$6 bilhões a Cr$7 bilhões (JB).