COMPULSÓRIO NÃO SERÁ DEVOLVIDO EM DINHEIRO

Os consumidores que caírem no empréstimo compulsório instituído pelo governo sobre os preços do álcool, da gasolina e dos carros novos e usados não poderão resgatar esse dinheiro junto aos cofres públicos. Depois de passados três anos da data do empréstimo, o contribuinte receberá quotas do Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND), que poderão ser negociadas no mercado, mas o governo não as comprará de volta-- pagará em dinheiro apenas os dividendos. A limitação consta do próprio decreto-lei 2288, assinado no último dia 23 pelo presidente José Sarney. O diretor da área bancária do Banco Central, Pérsio Arida, disse, ontem, reconhecer que "se o fundo for mal administrado e não apresentar boa rentabilidade, suas quotas correm o risco de não serem bem aceitas pelo mercado". Se isso ocorrer, o consumidor verá seus empréstimos transformarem-se em "papéis inúteis" (FSP).