O senador Fábio Lucena (PMDB-AM) renunciou à vice-liderança do partido no Senado Federal com uma carta alertando que: "a autoridade do sr. presidente da República não passa de uma tutela de chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que lhe estão prestando falsa continência e hipócrita solidariedade, pois, no exato momento em que o quiserem, esses chefes militares derrubam o governo e pôem na cadeia o sr. presidente da República". Com a renúncia de Fábio Lucena, sobe para três o número de vice-líderes do governo (os outros, também do Amazonas: Arthur Virgílio Neto e Mário Frota) que deixam o cargo em protesto pelo posicionamento do PMDB na votação da anistia e em consequência das declarações atribuídas ao presidente Sarney de que "o governo só será solidário com quem for solidário com ele", englobando a questão do preenchimento dos cargos públicos (JB).